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Guia de ciência da luz e bioenergética

A luz interior: como a estimulação fotónica reconfigura a bioenergética sistémica

As células emitem uma luz muito ténue e, na explicação da LifeWave, um adesivo pode devolver luz à pele e fazê-la chegar às mitocôndrias. Aqui fica cada elo dessa cadeia, os pequenos estudos que a sustentam e que partes são ciência estabelecida e quais continuam a ser hipóteses.

Publicado: 15 de outubro de 2026Atualizado: 15 de outubro de 202613 min de leitura
Uma rotina tranquila de manhã. O artigo abaixo explica como, segundo a LifeWave, a luz de um adesivo poderá chegar à célula — e avalia cada passo quanto à evidência.

E se a sua pele fosse mais do que um escudo físico — uma superfície que participa numa troca constante com a luz? Todas as células vivas emitem um brilho extremamente ténue, e os investigadores discutem há décadas o que essa luz significa. A explicação da LifeWave para os seus adesivos selados e não transdérmicos assenta nessa ideia: o calor do corpo aquece o adesivo, diz-se que o adesivo reflete luz específica de volta para a pele e que essa luz viaja através do tecido conjuntivo até às mitocôndrias, onde as células produzem a sua energia.

Este guia analisa essa cadeia elo a elo. No fim, deverá ser capaz de explicar o que são os biofotões e o que um pequeno piloto de 2009 mediu de facto; descrever como, segundo a LifeWave, um adesivo interage com os pontos de acupuntura; comparar o sistema nervoso com a rede «de fibra ótica» da fáscia, proposta como condutora de luz; e acompanhar o percurso da luz até à citocromo c oxidase e ao ATP — distinguindo as partes que são ciência estabelecida das que são hipóteses.

Primeiro, dois limites. Os adesivos LifeWave são produtos de bem-estar geral: não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer problema de saúde. E os estudos específicos sobre os adesivos discutidos abaixo são pequenos pilotos, na maioria encomendados pela empresa, e vários relatam medidas indiretas — contagens de fotões, condutância da pele, leituras de bioimpedância — e não resultados de saúde.

Principais conclusões

  • Os biofotões existem: o tecido vivo emite uma luz ultrafraca que os instrumentos conseguem contar. Se essa luz é também um sistema de sinalização interno é uma hipótese, não um resultado assente.
  • Num piloto de 2009 em 10 homens aparentemente saudáveis, depois de aplicados os adesivos Energy Enhancer em Rim 1, as contagens de biofotões da palma da mão alteraram-se — com tendência para diminuir, de forma significativa em 7 de 10 homens — sem grupo placebo.
  • A condutância da pele em pontos de acupuntura aumentou, em média, depois da aplicação dos adesivos Energy Enhancer em 60 adultos (significativa em 3 de 4 pontos, sem grupo de controlo), e um piloto com o SP6 em 10 voluntários relatou melhores leituras de bioimpedância em 9 de 10 órgãos ao fim de uma semana (sem placebo).
  • O sistema nervoso é fisiologia estabelecida; a ideia de que a fáscia e os «ductos de Bonghan» formam uma rede de fibra ótica condutora de luz é uma proposta que não foi confirmada de forma independente.
  • Que a luz ative a citocromo c oxidase e aumente o ATP está bem descrito para a luz vermelha e de infravermelho próximo emitida por dispositivos; se um adesivo passivo fornece essa luz é uma alegação da empresa, e o único estudo metabólico controlado com placebo encontrou melhorias apenas em quem respondeu (23–50% dos participantes, consoante o marcador).
O percurso que a LifeWave propõe, classificado passo a passo: as duas pontas da cadeia assentam em biologia estabelecida, o meio em hipóteses e pequenos estudos-piloto. Uma explicação da empresa, não uma promessa de resultados.
O que mediram os quatro estudos-piloto em que este artigo se baseia e o que cada um deles não pôde mostrar. São pequenos, na sua maioria encomendados pela empresa e não replicados de forma independente: sinais interessantes, não prova.

As células vivas brilham mesmo? Os biofotões em linguagem simples

Os biofotões — mais exatamente, a emissão ultrafraca de fotões — existem. O tecido vivo emite um ténue fio de luz na gama do visível e do quase visível, da ordem de dezenas a centenas de fotões por centímetro quadrado de pele por segundo, demasiado fraco para ser visto a olho nu. Só pode ser contado com tubos fotomultiplicadores ou câmaras arrefecidas, em escuridão total, e está associado ao metabolismo oxidativo normal no interior das células.

É no significado dessa luz que a ciência se divide. A visão dominante é que se trata de um subproduto do metabolismo — espécies reativas de oxigénio e moléculas excitadas que libertam um pouco de energia sob a forma de fotões — e de um marcador útil e não invasivo do stress oxidativo. Uma visão minoritária, associada ao biofísico Fritz-Albert Popp, propõe que seja também um sistema de sinalização organizado que ajuda a coordenar a bioquímica dentro das células e entre elas. A explicação da LifeWave recorre à segunda visão.

Isto importa para os adesivos porque toda a cadeia depende disso: se as células trocam informação através da luz, então a luz fornecida à pele poderia, em princípio, influenciar essa troca. Esse «se» é a razão pela qual o resto deste guia separa o que foi medido do que apenas foi proposto.

  • Estabelecido: o tecido vivo emite uma luz ultrafraca que os instrumentos conseguem contar.
  • Em debate: se essa luz é um subproduto do metabolismo ou um sinal de coordenação.
  • Não comprovado: que a luz de um adesivo consiga afinar esse sinal ou «restabelecer a coerência» — a coerência não foi medida em nenhum estudo com adesivos.

Do calor do corpo à luz refletida: o que a LifeWave diz que um adesivo faz

Os adesivos LifeWave são discos selados e não transdérmicos: uma mistura de água, oxigénio, aminoácidos e cristais orgânicos no interior de uma camada de polímero, sem nada concebido para entrar no corpo — o oposto de um adesivo de nicotina ou de cafeína. Segundo a empresa, os cristais absorvem o calor do corpo e voltam a emitir bandas estreitas de luz infravermelha e visível em direção à pele.

O ponto de contacto é um ponto tradicional de acupuntura. Os pontos que aparecem nos estudos abaixo incluem Rim 1, na planta do pé, Estômago 36, abaixo do joelho, e Baço 6, acima do tornozelo; o guia de colocação mostra os pontos usados para cada adesivo. O efeito proposto é a fotobiomodulação — a luz a alterar o comportamento das células — que a empresa associa à produção de energia celular.

Lida como uma cadeia, a proposta tem cinco elos, e cada um tem um nível de sustentação diferente. As secções seguintes testam-nos um a um.

  • 1. O calor do corpo aquece o adesivo — física corrente, sem controvérsia.
  • 2. O adesivo volta a emitir luz específica para a pele — uma alegação da empresa, não confirmada de forma independente.
  • 3. A luz é recebida num ponto de acupuntura e viaja através do tecido — uma hipótese.
  • 4. Chega às mitocôndrias e atua na citocromo c oxidase — estabelecido para a luz de dispositivos, não demonstrado para adesivos.
  • 5. As células produzem mais ATP e os órgãos funcionam melhor — pequenos pilotos com medidas indiretas.
Guia completo: o que são os adesivos LifeWave e como funcionam

O piloto de biofotões de 2009: o que foi medido e em que sentido

O estudo mais citado sobre biofotões e a LifeWave foi realizado no California Institute for Human Science, em Encinitas, por Toshiaki Harada e Koji Tsuchiya, com o relatório revisto por Gaëtan Chevalier e Karl Maret (dezembro de 2009). Dez homens aparentemente saudáveis, dos 19 aos 43 anos — um deles a tomar medicação diária para a tensão arterial elevada —, usaram adesivos Energy Enhancer, um bege numa planta do pé e um branco na outra, ambos em Rim 1, e foram medidos de novo após cerca de 40 minutos de uso.

Um tubo fotomultiplicador Hamamatsu, no interior de uma caixa à prova de luz, contou a luz ténue que saía da palma da mão direita, mantida a cerca de 3 cm do detetor, antes da colocação dos adesivos e durante o seu uso. Na mesma sessão foram registados também valores de energia dos meridianos, a variabilidade da frequência cardíaca e a respiração.

As contagens alteraram-se, mas num só sentido: a emissão de biofotões da palma da mão teve tendência para diminuir. Sete dos dez homens mostraram uma descida estatisticamente significativa, um situou-se no limiar da significância (p = 0,052), dois não mostraram alteração significativa e ninguém mostrou um aumento significativo. A variabilidade da frequência cardíaca e a respiração tenderam para um estado mais parassimpático e relaxado. Os autores concluíram que os adesivos produzem alterações mensuráveis na emissão de biofotões e na condição energética do corpo, e que pessoas saudáveis e não saudáveis poderão responder de formas muito diferentes.

Há três limitações importantes. Não houve grupo placebo, pelo que uma descida nas contagens poderia refletir simplesmente o facto de estar sentado em silêncio num laboratório. As contagens de fotões medem luz, não saúde, e o estudo não mediu nem a coerência nem qualquer resultado bioquímico. E dez homens de um só instituto só podem sugerir uma direção — o próprio relatório recomenda um estudo maior, controlado com placebo.

Pontos de acupuntura e condutância da pele: o estudo Acuscope com 60 adultos

Alguns investigadores relataram que os pontos de acupuntura têm uma resistência elétrica menor do que a pele envolvente, o que os tornaria pontos de entrada convenientes para um sinal. De estudo para estudo, os resultados são inconsistentes, e a condutância pode subir ou descer mesmo na mesma pessoa. A investigação relacionada com a LifeWave usou-a como indicador indireto da forma como o corpo responde nesses pontos.

Num estudo de dezembro de 2009 de Thomas Budzynski, Helen Budzynski e Hsin-Yi Tang, mediu-se a condutância da pele de 60 adultos que se consideravam saudáveis (idade média de 48,6 anos) em Pulmão 1, Pericárdio 6, Estômago 36 e num ponto do meridiano do rim, antes e depois da aplicação dos adesivos Energy Enhancer. A condutância aumentou, em média, nos quatro pontos. O aumento foi estatisticamente significativo em Pulmão 1 (p < 0,0005), Pericárdio 6 (p < 0,02) e no ponto do rim (p < 0,03), mas não em Estômago 36 (p < 0,17).

Um segundo instrumento, o Electro-Acuscope, sondou tecidos mais profundos em 29 das mesmas pessoas, noutro dia. O quadro foi misto — ligeiros aumentos em dois pontos, descidas em dois — e só o ponto do rim atingiu significância estatística — o único local em que os autores também assinalaram uma possível deriva do instrumento. Os autores observaram que a condutância dos meridianos pode aumentar ou diminuir com a estimulação. O estudo não teve grupo placebo nem grupo de controlo.

Assim, o estudo mostra que as leituras elétricas da pele se alteraram por volta do momento em que os adesivos foram aplicados e que a alteração não foi uniforme. Não mostra que um adesivo «comunique» ao longo dos meridianos e nada diz sobre os órgãos.

O piloto SP6: leituras dos órgãos ao fim de uma semana

O resultado mais citado sobre os órgãos vem de um piloto de Sherry Blake-Greenberg e Homer Nazeran com o adesivo SP6, que se coloca em Baço 6 ou Estômago 36. Dez voluntários (nove mulheres e um homem, dos 19 aos 81 anos) usaram-no diariamente durante uma semana. Foram examinados com um Electro Interstitial Scan (EIS) — uma técnica de bioimpedância que estima a «função fisiológica celular» nos órgãos a partir da forma como uma corrente fraca percorre o líquido intersticial — no início, aos 30 minutos e ao fim de sete dias. Cada pessoa serviu como o seu próprio controlo.

Em comparação com os valores iniciais, as leituras do EIS aproximaram-se do intervalo normal em nove dos dez órgãos examinados, com as maiores alterações no fígado, no pâncreas e nos rins. A hipófise não se alterou de forma significativa (tabela abaixo).

Leia isto com cuidado. O próprio relatório descreve o EIS como um dispositivo de biofeedback cuja aprovação pela FDA ainda estava pendente, pelo que «melhoria da função dos órgãos» significa aqui «melhoria das leituras do EIS». Não houve grupo placebo, e uma amostra de dez pessoas, nove delas mulheres, é muito pequena. Uma semana de leituras de bioimpedância é uma razão para pedir um ensaio controlado, não uma prova de que um adesivo restabelece a função dos órgãos.

Piloto SP6 (n = 10): alteração das leituras do EIS após uma semana de uso diário, em comparação com os valores iniciais
SignificânciaÓrgãosO que significa
p < 0,001 (altamente significativo)Fígado, pâncreas, rim esquerdo e direitoAs leituras aproximaram-se do intervalo normal
p < 0,01 (muito significativo)Tiroide, intestinos, hipotálamoAs leituras aproximaram-se do intervalo normal
p < 0,05 (significativo)Glândulas suprarrenais esquerda e direitaAs leituras aproximaram-se do intervalo normal
Não significativo (p = 0,19)HipófiseSem alteração clara
Guia completo: o adesivo SP6, o apetite e o piloto do EIS

Duas redes de sinalização: os nervos e a fáscia de fibra ótica proposta

Imagine o corpo como um edifício com fios de cobre e linhas de fibra ótica. O cobre — o sistema nervoso — é ciência estabelecida: os neurónios conduzem potenciais de ação ao deslocar iões de sódio e de potássio através das suas membranas, tratando de reflexos, movimento e sinalização clássica por neurotransmissores em milissegundos.

A segunda linha é uma proposta. Os seus defensores apontam para a fáscia e para o tecido conjuntivo intersticial — uma matriz hidratada de colagénio ligado a iões minerais como o cálcio e o magnésio — e para os «ductos de Bonghan», estruturas em forma de fio que o investigador coreano Kim Bong-han descreveu na década de 1960 e que grupos posteriores voltaram a relatar em órgãos de animais. Sugerem que esta matriz poderia transportar luz infravermelha, luz visível e biofotões ao longo dos percursos a que a medicina tradicional chama meridianos, passando informação reguladora entre tecidos à velocidade da luz. A explicação da LifeWave assenta neste quadro.

A fáscia é real e ricamente inervada. A afirmação de que funciona como um guia de luz organizado em pessoas vivas, e de que as estruturas de Bonghan formam um sistema circulatório distinto, não foi aceite na anatomia convencional nem confirmada de forma independente. As duas redes poderiam coexistir, mas só o primeiro é um dado adquirido. Quando um texto diz que um adesivo «envia sinais ao longo de meridianos de fibra ótica», está a descrever um modelo, não uma observação.

Dois canais de comunicação comparados
CaracterísticaSistema nervoso (estabelecido)Rede «de fibra ótica» da fáscia (hipótese)
EstruturaNervos centrais e periféricos, terminações nervosas densas na pele e nos músculosFáscia, filamentos de colagénio e canais intersticiais, incluindo os propostos ductos de Bonghan
SinalPotenciais de ação elétricos transportados por iões de sódio e de potássioLuz infravermelha, luz visível e biofotões guiados através de uma matriz hidratada de colagénio e minerais
Velocidade e funçãoMilissegundos; reflexos, controlo motor, sinalização por neurotransmissoresProposta: informação reguladora em todo o tecido, em princípio à velocidade da luz
EvidênciaFisiologia de manualEstudos exploratórios, na maioria ligados à empresa; não confirmados de forma independente

Da luz ao ATP: a via mitocondrial

Este é o elo mais bem sustentado da cadeia — para a luz de dispositivos. A investigação em fotobiomodulação descreve há muito as mitocôndrias como o principal local onde atua a luz vermelha e de infravermelho próximo. A citocromo c oxidase, a última enzima da cadeia mitocondrial de transporte de eletrões, contém centros que absorvem luz, chamados cromóforos. No modelo-padrão, a luz estimula o transporte de eletrões e desloca o óxido nítrico que se ligou à enzima e a abrandou; a respiração acelera e a célula pode produzir mais trifosfato de adenosina (ATP), a sua moeda energética.

Este modelo traz duas ressalvas. Revisões mais recentes defendem que a citocromo c oxidase não é o único fotoaceitador e que outras vias também contam. E a evidência vem de dispositivos que fornecem luz vermelha ou de infravermelho próximo em doses medidas. Se um adesivo passivo, aquecido pela pele, fornece luz nessa gama numa dose útil é uma alegação que cabe à LifeWave demonstrar; não foi medido de forma independente.

O estudo com adesivos que mais se aproxima desta questão é um ensaio de duas semanas com o Energy Enhancer, controlado com placebo e com ocultação simples, realizado por Frank Shallenberger e Homer Nazeran em 30 homens e mulheres dos 18 aos 65 anos. Não analisou a citocromo c oxidase. Mediu o consumo de oxigénio e a produção de dióxido de carbono em repouso e durante o exercício e calculou marcadores metabólicos de todo o corpo, relacionados com o ATP. Os autores relataram ganhos significativos em relação ao placebo no ATP aeróbio máximo, no ATP proveniente do metabolismo das gorduras no esforço máximo, no ATP em repouso e no trabalho aeróbio máximo, sem alteração significativa no ATP em repouso proveniente das gorduras. As diferenças significativas foram relatadas nos participantes que responderam: a proporção de participantes cujos resultados melhoraram variou entre 23% e 50%, consoante o marcador. Todos os participantes usaram primeiro o adesivo placebo e, uma semana depois, o adesivo ativo, pelo que não se podem excluir efeitos de ordem.

  • A luz é absorvida pelos cromóforos da citocromo c oxidase, uma enzima da membrana mitocondrial interna.
  • O transporte de eletrões é estimulado e o óxido nítrico inibidor é libertado do local ativo da enzima.
  • A síntese de ATP aumenta, dando à célula mais energia para a reparação e o funcionamento normal.
  • Nos estudos com adesivos, até agora só foram medidos marcadores metabólicos indiretos, de todo o corpo.
Guia completo: Energy Enhancer, ATP e resistência

O que está estabelecido e o que continua a ser hipótese

Voltando a juntar a cadeia, o resumo honesto é que a biologia nas duas pontas é credível, o meio é a parte por provar e os estudos específicos sobre os adesivos ainda estão numa fase inicial.

O que aumentaria a confiança: ensaios controlados com placebo e pré-registados, com resultados clínicos, a medição direta da luz que um adesivo realmente emite e a replicação por grupos de investigação sem qualquer ligação à empresa.

Cada elo da cadeia da luz à energia e a evidência que o sustenta
AlegaçãoO que a sustentaEstado
O tecido vivo emite luz ultrafracaDécadas de medições por contagem de fotõesEstabelecido
Essa luz é um sistema de sinalizaçãoTeoria biofísica (Popp) e experiências limitadasHipótese
Os adesivos alteram a emissão de biofotõesUm piloto: 10 homens, sem placebo; as contagens tenderam a diminuirPreliminar
Os adesivos alteram a condutância em pontos de acupuntura60 adultos, antes e depois, sem controlo; significativo em 3 de 4 pontosPreliminar
Os adesivos melhoram a função dos órgãosPiloto SP6: 10 voluntários, leituras do EIS, sem placeboPreliminar
A fáscia funciona como uma rede condutora de luzPropostas anatómicas como os ductos de Bonghan; sem confirmação independenteHipótese
A luz ativa a citocromo c oxidase e aumenta o ATPInvestigação laboratorial e clínica extensa com dispositivos de luzEstabelecido para a luz de dispositivos; não demonstrado para adesivos
Os adesivos aumentam o metabolismo energético de todo o corpo30 adultos, ocultação simples, controlado com placebo; melhorias apenas em quem respondeuPreliminar

Usar este conhecimento com bom senso

A ciência acima é uma razão para ter curiosidade, não para esperar um resultado em particular. Os adesivos LifeWave não substituem os cuidados médicos, e um sintoma novo, intenso, que piora ou sem explicação precisa de um médico, não de outro adesivo.

No dia a dia, as regras são simples. As reações que as pessoas relatam são ligeiras — vermelhidão ou comichão ocasional por baixo do adesivo e, em algumas pessoas, um ou dois dias de cansaço ou sede no início. As grávidas e as mulheres a amamentar, as pessoas com dispositivos eletrónicos implantados, como um pacemaker, as pessoas em tratamento oncológico ou pouco depois dele e quem tome medicamentos sujeitos a receita médica devem falar primeiro com o médico.

  • Pele limpa e seca; um adesivo por ponto; rotação dos pontos.
  • Até 12 horas de uso e pelo menos 12 horas de pausa para cada adesivo.
  • Cerca de dois litros de água por dia.
  • Pergunte primeiro ao médico se estiver grávida, tiver um dispositivo implantado, tiver feito tratamento oncológico ou tomar medicamentos.
  • Nunca suspenda nem altere um medicamento prescrito por causa de um adesivo.
Guia completo: quem deve consultar primeiro o médico

Perguntas frequentes

As células humanas emitem mesmo luz?

Sim. O tecido vivo emite uma luz ultrafraca — os biofotões — na gama do visível e do quase visível, da ordem de dezenas a centenas de fotões por centímetro quadrado de pele por segundo. É demasiado fraca para ser vista e tem de ser contada no escuro com um tubo fotomultiplicador. O seu significado é debatido: a maioria dos investigadores vê-a como um subproduto do metabolismo oxidativo, enquanto uma minoria propõe que funcione também como um sistema de sinalização interno.

Algum estudo mostrou que os adesivos LifeWave alteram a emissão de biofotões?

Um piloto de 2009 em 10 homens aparentemente saudáveis concluiu que as contagens de biofotões da palma da mão se alteraram depois de os adesivos Energy Enhancer serem aplicados em Rim 1 — tenderam a diminuir, de forma significativa em 7 dos 10 homens. Não houve grupo placebo e o relatório recomenda um estudo maior, controlado com placebo, pelo que é um indício e não uma prova.

O que mostram — e o que não mostram — os estudos sobre meridianos e função dos órgãos?

Em 60 adultos, a condutância da pele em pontos de acupuntura aumentou, em média, depois da aplicação dos adesivos Energy Enhancer, de forma significativa em 3 de 4 pontos, sem grupo de controlo. Num piloto SP6 com 10 voluntários, as leituras do Electro Interstitial Scan aproximaram-se do intervalo normal em 9 de 10 órgãos ao fim de uma semana, sem grupo placebo. Mostram que as leituras elétricas se alteraram; não mostram que os adesivos melhorem a forma como os órgãos realmente funcionam.

Existe mesmo uma rede de fibra ótica no corpo?

É uma hipótese, não anatomia estabelecida. A fáscia e o tecido conjuntivo são reais, e alguns investigadores propõem que possam guiar a luz ao longo dos meridianos, incluindo os «ductos de Bonghan», em forma de fio, mas isto não foi confirmado de forma independente nem aceite na anatomia convencional. O sistema nervoso, pelo contrário, é uma rede de sinalização bem documentada.

Como poderia a luz de um adesivo aumentar o ATP?

Na investigação em fotobiomodulação, a luz vermelha e de infravermelho próximo é absorvida pela citocromo c oxidase nas mitocôndrias, o que estimula o transporte de eletrões, liberta óxido nítrico inibidor e aumenta a produção de ATP. Isto está bem descrito para a luz de dispositivos. Se um adesivo fornece luz nessa gama numa dose útil é uma alegação da LifeWave e não foi medido de forma independente; um estudo controlado com placebo em 30 adultos encontrou melhorias metabólicas com o Energy Enhancer apenas em quem respondeu.

Os adesivos LifeWave introduzem alguma coisa no corpo?

Não. São selados e não transdérmicos: uma mistura de água, oxigénio, aminoácidos e cristais orgânicos no interior de uma camada de polímero, concebida para que nada entre no corpo. As reações relatadas são ligeiras, como vermelhidão ou comichão por baixo do adesivo. As grávidas, as pessoas com um dispositivo implantado, em tratamento oncológico ou depois dele ou que tomem medicamentos sujeitos a receita médica devem perguntar primeiro a um médico.

Aviso sobre ciência, bem-estar e segurança médica

Este artigo tem fins educativos e não constitui aconselhamento médico. Os adesivos LifeWave são produtos de bem-estar geral e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença ou problema de saúde. Os estudos específicos sobre os adesivos aqui descritos são pequenos pilotos, na maioria financiados ou encomendados pela LifeWave, e vários relatam medidas indiretas e não resultados de saúde; os mecanismos descritos são a explicação da empresa e não foram confirmados de forma independente. Os resultados individuais podem variar. Fale com um profissional qualificado antes de começar se estiver grávida ou a amamentar, tiver um dispositivo eletrónico implantado, estiver em tratamento oncológico ou depois dele, tomar medicamentos sujeitos a receita médica ou tiver sintomas intensos, que piorem ou persistam.

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